quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Vá à Merda...

O Blog "Abobrinhas Psicodélicas" (para de preguiça, tem o link aí do lado) lançou uma ótima campanha, "Vá à Merda, Caetano", aliás, não só pelo despaupériios que ele proferiu nos últimos dias, mas dá uma preguiça arretada, quando não raiva, escutar Caetano falando, e ultimamente até cantando o cara ficou chato. De Vanguarda do Tropicalismo virou uma coisa amorfa, sem nenhum conteúdo aproveitável (e olha que eu sou daqueles que quando se depara com um livro muito ruim lê 4 ou 5 vezes pra ver se foi mera burrice minha ou o escriba era ruim mesmo).
Caê perdido entre Sonhos, não nos ensinou a esquecê-lo, a gente aprendeu na marra, porque ele virou "mó rata"
Caetano:


"Merda! Merda prá você!
Desejo
Merda!
Merda prá você também
Diga merda e tudo bem
Merda toda noite
E sempre a merda...."
(e aqui não estamos falando da saudação de atores...)

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Si Se Calla El Cantor


Si Se Calla El Cantor

Si se calla el cantor, calla la vida,
porque la vida misma es toda un canto.

Si se calla el cantor, muere de espanto,
la esperanza, la luz y la alegría.

Si se calla el cantor, se quedan solos
los humildes gorriones, de los diarios.

Los obreros del puerto, se persignan,
quién habrá de luchar, por sus salarios.

Qué ha de ser de la vida, si el que canta,
no levanta su voz en las tribunas.

Por el que sufre, por el que no hay
ninguna razón que lo condene a andar sin manta.

Si se calla el cantor, muere la rosa,
de qué sirve la rosa, sin el canto.

Debe el cantor ser luz, sobre los campos,
iluminando siempre, a los de abajo.

Que no calle el cantor porque el silencio cobarde,
apaña la maldad, que oprime.

No saben los cantores de agachadas,

no callarán jamás de frente al crimen.

Que se levanten todas las banderas
cuando el cantor se plante con su grito.

Que mil guitarras desangren en la noche,
una inmortal canción al infinito.

Si se calla el cantor, calla la vida.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Cuando Tenga La Tierra

Mercedes Sosa

Composição: D. Toro / A. Petrocelli

Cuando tenga la tierra sembraré las palabras
que mi padre Martín Fierro puso al viento,
cuando tenga la tierra la tendrán los que luchan
los maestros, los hacheros, los obreros.

Cuando tenga la tierra
te lo juro semilla que la vida
será un dulce racimo y en el mar de las uvas
nuestro vino, cantaré, cantaré.

Cuando tenga la tierra le daré a las estrellas
astronautas de trigales, luna nueva,
cuando tenga la tierra formaré con los grillos
una orquesta donde canten los que piensan.

Cuando tenga la tierra
te lo juro semilla que la vida
será un dulce racimo y en el mar de las uvas
nuestro vino, cantaré, cantaré.

HABLADO:
'Campesino, cuando tenga la tierra
sucederá en el mundo el corazón de mi mundo
desde atrás de todo el olvido secaré con mis lágrimas
todo el horror de la lástima y por fin te veré,
campesino, campesino, campesino, campesino,
dueño de mirar la noche en que nos acostamos para hacer loshijos,
campesino, cuando tenga la tierra
le pondré la luna en el bolsillo y saldré a pasear
con los árboles y el silencio
y los hombres y las mujeres conmigo'.

Cantaré, cantaré, cantaré, cantaré."


Soube agora que a grande Voz da América Latina está bastante doente, aqui minha homenagem

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

MATUTO NO FITIBÓ

(Zé Laurentino)

"Hoje o pessoal do mato
Já tá se acivilizando
Já tem rapaz istudando
Pras bandas da Capitá
Já tem moça qui namora
Cum us imbigo de fora
Eticetra coisa e tá

Mai, essas coisa eu istranho
Mim dano e num acompanho
A Tar civilização
E nem qui a morte me mate
Eu nunca fui numa buate
E nunca vi televisão

E esse tar de cinema
Qui eu num sei nem Cuma é
Si é home, si é mulé
Si vem da lua ou do só
Um tiatro eu nunca vi
E também nunca assisti
Um jogo de fitibó

É isso mermo patrão
Eu nasci pra ser matuto
Viver qui nem bicho bruto
Dando di cumê a gado
Eu só sei mermo qui sô gente
Pruquê um véi meu parente
Dixe que eu sô batizado

Mas, por arte dos diabo
Um fi de cumpade Xico
O fazendeiro mai rico
Daquele meu arrebó
Cum priguiça de istudá
Invento de inventá
Um jogo de Fitibó

E nu paito da fazenda
Mandô butá duas barra
E eu fui oiá a farra
Do lote de vagabundo
Que quando vi, afroxei
Acredite qui eu achei
A coisa mio do mundo?

Eu, caboclo lazarino
Com dois metros de altura
Os braços dessa grossura
Medo pra mim é sulipa
De jogar tive um parpite
Aceitei logo um convite
Pro mode jogar de quipa

Me deram um calção listrado
E um par de joelheira
Também um par de chuteira
E uma camisa de gola
Que eu gritei: - arra Diabo!!
Se eu já peguei touro brabo
E derrubei pelo rabo
Pruquê num pego uma bola??

E o jogo começou
Com um juiz bom e honesto
E por siná era Hernesto
O nome do apitadô
Que, metido a justiceiro
Pra mode o jogo pará
Bastava a gente chutá
A cara do companheiro

Bola vai e bola vem…
Um tal de Zé Paraíba
Inventou de dá um driba
Nu fí de Xica brejeira
Este deu-lhe uma rasteira
Que o pobre do matuto
Passou uns cinco minuto
Imbolando na puêra

O juiz mandou chutar
Uma bola contra eu
Pruquê meu fubeque deu
Um chute no honorato
Ai o juiz errou!!!
Se o fubeque que chutou
Ele que pagasse o pato

Mas afiná, meu patrão
Não gosto de confusão
Mandei o cabra chutar
E fiquei isperando o choque.
Tanta força a bola vinha!
Vinha tão pequenininha!
Feito bola de badoque

A danada escorregou
Passou pelas minhas mãos
Deslizou pelos meus dedos
Bateu numa região
Foi batendo e eu caindo
Me espuliando no chão

O povo batero em rima
Me déro um chá de jalapa
Uns três copos de garapa
E um chá de quixabeira
Quando eu tive uma miora
Joguei a chuteira fora
E sai batendo a pueira

Daquele dia pra cá
Nem môde ganhar dinheiro
Nem mermo no istrangero
Nem cum chuva nem cum só
Nem aqui nem no deserto
Nunca mais passo nem perto
De um jogo de fitibó…"



Essa aí é em homenagem ao Fitibó Pernambucano

terça-feira, 4 de agosto de 2009

José Serra, amigo dos Nordestinos

Assim se faz a biografia de Serra em passagem pelo Nordeste Brasileiro

No Maranhão conheceu Gonçalves Dias, e previu como seria a vida no exílio, inspirando Gonçalves a escrever a Canção do Exílio. É amigo de longa data de João do Vale, mas também participou da expulsão dos Franceses, pra desgosto do Farol de Alexandria. Se Sarney morrer vai ser amigo de infância do Bigodudo maranhense;

Ajudou Domingos Jorge Velho a ocupar o Piauí;

No Ceará conheceu Humberto Teixeira, por intermédio de Luis Gonzaga, e deu pitacos na composição Asa Branca, mas já tinha conversado com José de Alencar, com quem participava de altos saraus, onde se discutia literatura e romantismo, idéia dele o indianismo, como cópia do cavaleirismo europeu, já que o Brasil não tinha alcançado o medievo;

No Rio Grande do Norte conheceu Câmara Cascudo, de quem foi aluno no curso de Economia, foi um paper dele no curso que levou Câmara Cascudo a escrever sobre o folclore brasileiro;

Foi na Paraíba que José Serra tornou-se amigo íntimo de Jackson do Pandeiro, aliás foi Serra quem apresentou a cumadre sebastiana ao forrozeiro. Quando Zé Limeira conheceu ele ficou tão apavorado com a figura medonha, e, principalmente com as gengivas, que ficou versejando absurdamente, e disse sem pestanejar: "Quando falá em areia, Se alembre do lhá-gá-lhá.;

Chirico ajudou Duarte Coelho não só a fundar Olinda, mas também foi dele a idéia de trazer a cana de açúcar para terras brasilis
Em Olinda ele ajudou Bernardo Vieira de Melo a proclamar a República de Olinda, não sem antes, mesmo tendo sido amigo de maurício de Nassau, ajudar Fernandes Vieira, vidal de Negreiros, Felipe camarão e Henrique Dias a expulsar os Holandeses das terras brasileiras;
No Recife teve participação discreta na revolução Pernambucana, ora do lado dos revoltosos, ora do lado das tropas bahianas alinhadas à coroa;
Também no Recife ajudou frei Caneca na Confederação do Equador, e posteriormente auxiliou Abreu e Lima e Pedro Ivo na Revolução Praieira; Também conviveu com Capiba, Felinto, Pedro Salgado, Guilherme e Fenelon, aliás o frevo é uma criação musical dele;

Ajudou Deodoro da Fonseca a proclamar a República, amigos que eram desde que aquele morava nas Alagoas, criou o Reisado;

Criou a luta de Espadas em Sergipe, lutou ao lado de Curisco e Lampião, que tinha conhecido em Serra Talhada-PE;

Além de ser amigo íntimo de Jorge Amado e Painho ACM, criou o axé e o samba de roda na Bahia, participu da Sabinada, foi o mentor de Castro Alves na luta pela Abolição da escravatura; foi íntimo amigo de Ruy Barbosa…


Sem falar que ele sabe perfeitamente quem são:

Bezouro, Moderno, Ezequiel, Candeeiro, Seca Preta, Labareda, Azulão, Arvoredo, Quina-Quina, Bananeira, Sabonete, Catingueira, Limoeiro, Lamparina, Mergulhão, Corisco, Volta Seca, Jararaca, cajarana, Viriato, Gitirana, Moita-Brava, Meia-Noite, Zambelê...

Como se pode notar, é um verdadeiro Nordestino

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Bilhete pra um operário

Bilhete pra um operário
Por Lourenço Diaféria*

Pegaram um dia um operário e disseram-lhe:
Senta-te no banco dos réus.
És acusado de haveres nascido com sonhos na cabeça. És acusado de teres os cabelos
encaracolados. És acusado de teres bigodes vastos, negros, provocativos.
És acusado de teres alguns pedaços de dedos a menos que o comum dos mortais, podados pelas engrenagens das máquinas.
És acusado de ficares pelas esquinas conversando em voz baixa com amigos enquanto a luz dos postes te ilumina o suor do rosto. És acusado de terem te visto no bar dando gargalhadas.
És acusado de tua casa ter um pequeno jardim com grama e flores.
És acusado de conheceres a sinfonia das sirenes das fábricas anunciando a aurora do primeiro turno. És acusado de seres reconhecido na portaria e todos te cumprimentarem, e te baterem levemente nas costas com alegria, e te dizerem: olá, meu chapa.
És acusado de inventares um partido que não é o único, mas não se confunde com siglas e teorias de alfarrábios envelhecidos.
És acusado de fazeres discursos de improviso com vigor e garra que nascem do fundo das vísceras do espírito.
És acusado de não seres magro nem raquítico como teus irmãos deviam ser.
És acusado de jogares baralho e dares dores de cabeça aos homens sérios deste país. És acusado de usares gravata em vez de macacão, vestindo-te com roupas só permissíveis no enterro do melhor amigo. És acusado de freqüentar reuniões e discutires com sábios e iluminados sem pedir licença nem apresentar diploma. És acusado de te haverem visto com ministros, criaturas importantes, e não te ocorrer submeter-se a elas.
És acusado de não teres te colocado no lugar cavado para o oprimido. És acusado de haveres gritado com toda a força de teus pulmões fuliginosos.
És acusado de teres filhos bonitos e uma mulher doce, que devia ser feia e talhada a foice.
És acusado de não seres rapaz comportado, meigo, gentil, acetinado.
És acusado de conheceres a prensa, e não te afugentar o ronco que ela faz na madrugada.
És acusado de quereres a pátria livre, e livre, também, o coração e os sentimentos do homem.
És acusado de rezares e de pôr a boca no trombone quando todos se calam e descrêem de Deus e
dos homens.
És acusado de teres o desplante de ser líder num país desnaturado onde quem levanta a fronte é triturado.
És acusado de haveres perdido a paciência de esperar pelo futuro que não chega nunca.
És acusado de usares sapatos 42, de couro, quando o normal é sandália havaiana.
És acusado de romperes as cadeias invisíveis que amarram teus braços peludos e tuas mãos penadas.
És acusado de atraíres os operários com tua voz, teu berro, teu silêncio, teu olhar, tua dor, tua ânsia, teu mistério, e saberes contar, sorrindo, tristes histórias recolhidas em barracos e cômodos-e-cozinhas.
És acusado de estares em pé, quando devias estar de bruços, de borco, exangue e vencido.
És acusado de não seres o que queriam que tu fosses.
Meu caro operário sentado no banco dos réus, por favor, recebe este recado:
Se existir mesmo essa senhora difusa e vaga a que chamam Justiça, confia nela.
Não creio que essa matrona seja cega.



* Texto de Lourenço Diaféria , publicado no Jornal Folha de São Paulo, no dia 15/09/80.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Carta a um Amigo de Deus

PARTINDO...

Descobri que toda vida é feita de despedida

Que nasci pra caminhar, pra ir além, pra deixar e pra viver só do que vem

E quando o que vem chegar ainda ir e viver só de partir

Partir não me faz sofrer

É parar, é não ir, é desistir

Quem parte e não tem medo de se perder

Vai chegar e entender que só se perde quem não for

Quem vai por qualquer caminho jamais andará sozinho

Porque há sempre alguém partindo pra alguma parte

E quem parte reparte vida e caminho...

(Pe. Ivan Teófilo)


Caro Ivan Teófilo*,

Boas novidades desta nossa arquidiocese.

Podemos, agora, respirar aliviados, não mais o medo imposto, não mais as ameaças.

Agora é tempo de lavrar a terra, plantar, novamente, as sementes que outrora floresceram. Não mais entre os espinhos, não mais entre as pedras, agora em solo fértil, com um clima que permitirá uma ótima colheita.

Infelizmente, Padre, não poderemos contar com a sua presença nessa lida, mas gostaríamos de solicitar suas orações, para que seja farta a nossa messe.


*Ivan Teófilo foi Padre Salesiano, bastante perseguido, primeiro pela ditadura, depois pela diocese (na pessoa do Bispo). Ivan morreu em fevereiro de 1990, vítima de enfarte, quando era padre na paróquia de Caetés.

terça-feira, 30 de junho de 2009

¡No pasarán!

"¡America Latina libre!" (Ska-P)

Hermano peruano, hermano colombiano
Hermano cubano que con tu sangre hiciste la revolución
Hermano boliviano , hermano mexicano
Hermano chileno, rios de sangre que derramo el dictador

Yo te quiero Nicaragua, yo te quiero Salvador
Yo te quiero Guatemala, yo te quiero mogollón
Yo te quiero Nicaragua, yo te quiero Salvador
Yo te quiero Guatemala, te quiero mogollón (bis 3)

mamii boom boom boom
mami mamii boom boom booom

Bailalo mamita este ritmito sabrosón
Bailalo mamita hasta que salga el sol
Bailalo mamita este ritmito sabrosón
Bailalo mamita hasta que salga el sol (bis)

Hay dolor en América Latina
El clamor de todo un pueblo por la libertad
La pobreza creó a los insurrectos
Que mueren en las montañas por la libertad
Soportando fingidas democracias
Dictaduras que les privan de su libertad
Sometidos al imperialismo yanqui
Al poder del dolar

Lárgate, déjale su tierra elaborar
Lárgate, no le robes su riquezas
Lárgate, déjale su tierra elaborar
Lárgate, yanquis imperialistas

mamii boom boom boom
mami mamii boom boom boom

Bailalo mamita este ritmito sabrosón
Bailalo mamita hasta que salga el sol
Bailalo mamita este ritmito sabrosón
Bailalo mamita hasta que salga el sol
Duerme ,mi negrita y sueña con la libertad
Duerme, mi negrita y sueña con la paz

Al final del camino, la victoria
Las heridas cicatrizan con la libertad
La violencia se llama economia
Que destroza su cultura, su libertad
Centenarios, malditos carroñeros
Por encima del dinero está la libertad
Represión en América latina
Gringos, ¿hasta cuando?

Lárgate, déjale su tierra elaborar
Lárgate, no le robes su riquezas
Lárgate, déjale su tierra elaborar
Lárgate, malditos yanquis

América Latina, yo te quiero mogollón
América Latina, yo te quiero mogollón

Ecuador, Argentina, Panamá, Venezuela, Haití, Uruguay
Honduras, Paraguay, Costa Rica, República Dominicana
Brasil, América Latina Libre.



Nossas feridas ainda permanecem abertas
Nossas veias ainda pulsam sob efeito dos gazes, e bombas
Nossas vidas não mais merecem o flagelo dos golpes
Da violência das Armas sobre a vontade popular
Querem calar a voz do povo
Mas o povo não se emudece
Nossos gritos ecoam, ainda que sem sinais
Nosso rádio, os nossos ouvidos
Nossa TV, os nossos olhos
Nossa força, a nossa voz
Aquieta-te, Honduras
Tua voz foi ouvida
A ajuda virá de todas as partes do planeta
E eles, ¡No pasarán!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Pablo Neruda

"Meu caminho junta-se ao caminho de todos. E em seguida vejo que desde o sul da solidão fui para o norte que é o povo, o povo ao qual minha humilde poesia quisera servir de espada e de lenço para secar o suor de suas grandes dores e para dar-lhes uma arma na luta pelo pão".

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Perguntas De Um Operário Que Lê.

(Bertold Brecht)

Quem construiu Tebas, a das sete portas?
Nos livros vem o nome dos reis,
Mas foram os reis que transportaram as pedras?
Babilônia, tantas vezes destruída,
Quem outras tantas a reconstruiu? Em que casas
Da Lima Dourada moravam seus obreiros?
No dia em que ficou pronta a Muralha da China para onde
Foram os seus pedreiros? A grande Roma
Está cheia de arcos de triunfo. Quem os ergueu? Sobre quem
Triunfaram os Césares? A tão cantada Bizâncio
Só tinha palácios
Para os seus habitantes? Até a legendária Atlântida
Na noite em que o mar a engoliu
Viu afogados gritar por seus escravos.

O jovem Alexandre conquistou as Índias
Sozinho?
César venceu os gauleses.
Nem sequer tinha um cozinheiro ao seu serviço?
Quando a sua armada se afundou Filipe de Espanha
Chorou. E ninguém mais?
Frederico II ganhou a guerra dos sete anos
Quem mais a ganhou?

Em cada página uma vitória.
Quem cozinhava os festins?
Em cada década um grande homem.
Quem pagava as despesas?

Tantas histórias
Quantas perguntas

...

Força Nordeste

(Adriana Black, Giovanni Gouveia, Henrique Black, Yolanda Black)


Essa terra troncha
Linda, seca e fértil
Essa Região
Que faz comunhão
Esss cactus machos
Força do destino
Não livre o caminho
de se retirar
Esse povo doido
Forte como a terra
Que com a esperança
Vai vivendo
Esse chão esquecido
Que com a chuva
Explode em verde,
Festa Boa pra danar.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Protopia

As paixões são as molas mestras
Do Grande motor da vida
Sementes de um amanhecer florido
Apesar da Protopia de uma Civilização de Concreto
e Cinzas...
As Flores Vencerão,
E matarão a sede de Justiça de nossos filhos